quarta-feira, 2 de abril de 2025

Sol Oswald



Já está à venda, pela Editora Insular, o novo livro do Giba: "Sol Oswald", que trata sobre Oswald de Andrade, mostrando que ele faz o trânsito do liberalismo para o marxismo, um marxismo visto pelo trópico. Ele reconhecia o matriarcado de Pindorama e aderia à natureza. Ele era um homem solar, mas não do sol da praia, e sim o sol da energia. Comentário de Gilberto Felisberto Vasconcellos, no Programa Campo de Peixe, na Rádio Comunitária Campeche (29.03.2025)

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sexta-feira, 28 de março de 2025

Modo de Produção Acústico

Foto: @CC


O povo brasileiro se alfabetiza pelo ouvido. E nós somos os pais do barulho. preciso fazer isso. É o que determina as relações sociais no Brasil. É a escuta, a audição, que tece a vida brasileira. O silêncio é um mal estar psíquico. Comentário de Gilberto Felisberto Vasconcellos no Programa Campo de Peixe, da Rádio Comunitária Campeche. (22.03.2025)

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sexta-feira, 21 de março de 2025

Perón ou Getúlio?



Caminhando pela Argentina me deparei com o dilema: Pelé ou Maradona? Mas se a opção fosse outra: Perón ou Getúlio? Outro debate. Há que pensar muito sobre isso, mas algo fica claro, a direita brasileira é anti-Getúlio e a direita argentina é anti-Perón. Comentário de Gilberto Felisberto Vasconcellos no Programa Campo de Peixe da Rádio Comunitária Campeche (15.03.2025)

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segunda-feira, 10 de março de 2025

Sociologia materialista da boçalidade



A democracia de cada dia é uma oração. O que nos reservará o futuro? Para saber há que observar o perfil psicológico destas figuras nefastas que hoje governam e das que se apresentam. O jeito de vestir, o jeito de amar, o carro 4x4, o olhar dos amantes da economia política do automóvel. Porque o agro é pop. Porque isso tudo resulta no voto da boçalidade. Este é o comentário de Gilberto Felisberto Vasconcellos, no Programa Campo de Peixe, da Rádio Comunitária Campeche. (08.03.2025)

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domingo, 23 de fevereiro de 2025

A cripto-política

imagem: © 2018 Advantus Media, Inc. e QuoteInspector.com

Sempre desconfiei da moeda. Para mim, sempre foi enganação. Inclusive esse tal de criptomoeda. Picaretagem pura. É o que se viu na Argentina com a dupla de irmãos da motosserra. Aqui no Brasil, o símbolo do Bolsonaro foi o rifle. E lá tanto quanto aqui vamos vender nascer a cripto-política. Tudo fica escondido. Comentário de Gilberto Felisberto Vasconcellos no Programa Campo de Peixe, na Rádio Comunitária Campeche. (23.02.2025).

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domingo, 16 de fevereiro de 2025

O significante linguístico



Uma amiga consultou um tal da Inteligência Artificial sobre o tema da biomassa criado por Bautista Vidal, com rasgos de Gilberto Vasconcellos, que sou eu. Veio um festival de bobagens, um lixo. A tal da IA ​​é ideologia pura, uma picaretagem. Contra ela temos de contrapor o estilo. Comentário de Gilberto Felisberto Vasconcellos no Programa Campo de Peixe, na Rádio Comunitária Campeche. (15.02.2025)

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2025

Oswald de Andrade cada dia mais atual dentro e fora das letras

 

Oswald com Maria Antonieta de Alckmin

Na década de 20 a literatura de Oswald de Andrade foi considerada suicida pelo católico Tristão de Athayde. Volvidos trinta anos, em Paris, o cineasta marxista Guy Debord abordou a autodestrutividade da poesia. Em 1967 escreveu A Sociedade do Espetáculo a partir do fetichismo da mercadoria reconcebido por Lukàcs em História e Consciência de Classe de 1922.

Nelson Rolim, editora Insular, discípulo do argentino Jorge Abelardo Ramos, está divulgando meu livro Sol Oswald – A Ecologia Anticapitalista do Modernismo.

Iniciativa editorial audaciosa e, diga-se, pragmática porque o Oswald descolonizado dos trópicos será curtido pelo público ledor de São Paulo fóssil e poluído.

O meu livro vai vender que nem água entre Pinheiros e Perdizes. As orientações estratégicas de Oswald de Andrade em São Paulo são Antônio Cândido, Haroldo de Campos, Décio Pignatari, Mário Chamie e José Celso Martinez, sem deixar de aludir ao poeta folk cibernético Cassiano Ricardo. Enfim, todo intelectual paulista quis ou quer ser Oswald de Andrade.

Sequestraram-lhe a dialética marxista. Eu perguntei: quem mais comunista do que ele na semana de 22?

Foi quem melhor entendeu Frederico Engels ao discordar sobre o matriarcado de Pindorama. Indo além de Darcy Ribeiro que viu o índio de carne e osso.

A palavra “tupi” nunca foi falada por indígena, segundo o filólogo João Ribeiro. Oswald de Andrade relata o álcool – motor na década de 30. Eu falei isso para o meu amigo Bautista Vidal, o criador do Pró-álcool de 1974. Coisa de louco. Antes da termodinâmica. Escrevi esse livro com Bautista Vidal incentivado pelo cineasta Eliseo Visconti que foi amigo de Gondim de Fonseca.

Sol

Osvaldo

A contradição natureza e sociedade estava na luta de classes do Manifesto Comunista de Marx e Engels. Em Oswald de Andrade a floresta dos trópicos será vista a partir da rua Barão de Itapetininga em São Paulo.

A ecologia oswaldiana é antimercadoria desde a poesia Pau Brasil. O sol é valor de uso. O dólar esconde o sol.

Sol

eu

um

lis

mais

Segundo os ditames cósmicos da escola de biomassa em sua versão marxista, eu coloquei o sol na luta de classes, e não esta no sol.

Em 1966 o médico Silva Mello escreveu A Superioridade do Homem Tropical editado por Enio Silveira. O percurso civilizatório é do quente para o frio, e não do frio para o quente.

Ateu, Silva Mello gozava os seus coleguinhas católicos: a civilização começou na África, Adão e Eva eram negros e não tinham olhos azuis.

Os manifestos literários de Oswald de Andrade não são mais inventivos e profundos que a vanguarda europeia, de acordo com Benedito Nunes lá em Belém do Pará.

Somos comidos pelo imperialismo com uma ideologia do dejeto sem território.

Oswald de Andrade denunciou o comportamento letrado, institucional, careta e protocolar, não só no âmbito acadêmico.

Oswald de Andrade é ainda hoje recalculado por ferir as regras da arte, ou senão despolitizado é como porra louca, playboy, malandro, vagabundo e gozador.

O especialista em Oswald de Andrade, como todo especialista, é um chato.

“- Escritores não me levam a sério, nem sequer me consideraram também escritor, nunca consegui ser capitalista, tampouco comerciante.”

terça-feira, 11 de fevereiro de 2025

Uma dialética diabólica



Estou baratinado com esse mundo louco. Então resolvo reabilitar a figura do diabo. O príncipe das trevas. Vejam esses presidentes alucinados na América Latina e do Norte. Ainda hei de escrever uma dialética materialista do diabo, inspirada em Lord Byron. Comentário de Gilberto Felisberto Vasconcellos, no Programa Campo de Peixe, Rádio Comunitária Campeche. (08.02.2025).

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domingo, 9 de fevereiro de 2025

Milei, um imitador



A humanidade acredita mais no fim do mundo do que no fim do capitalismo. Há quem diga que ele não morre nunca. Mas, vai acabar se extinguindo e pode ser muito feio esse fim. Os sinais estão aí. Vejam o horror do Trump e do Milei, esse imitador barato, querendo construir muros. Comentário de Gilberto Felisberto Vasconcellos no Programa Campo de Peixe, Rádio Comunitária Campeche. (01.02.2025)

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sábado, 25 de janeiro de 2025

SolOswald


Numa memorável tarde de 1953 Oswald de Andrade dava lume para sua peça antimperialista "O Rei da Vela", entregando-a para Ferreira Goulart. Uma poesia com sabor de capim. Em Florianópolis, o editor Nelson Rolim agora edita o meu livro "Soloswald", que mostra um Oswald visto pela energia do sol. A ecologia antimperialista. Comentário de Gilberto Felisberto Vasconcellos no Programa Campo de Peixe, na Rádio Comunitária Campeche. (17.01.2025)

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