quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Pactum imagético entre TV Bandeirantes e Flávio Bolsonaro para golpear Luiz Inácio Lula


Este informe semiológico destina-se ao deputado Janones e aos jornalistas Leandro, Vivi e Calejon. 

I

Quantas câmeras foram utilizadas no debate? Se mais de uma, era possível neutralizar o foco incisivo e de má-fé dado na fisionomia de Flávio Bolsonaro com tiques e trejeitos, desqualificando o que era dito por Lula ao circular através deste o tempo todo fazendo caretas e gestos debochados. 

II

Isso não aconteceu; ao contrário, o primeiro plano a ser decodificado sobressai, quase em close, um Flávio Bolsonaro atlético, sarado, agressivo, prepotente, fascistóide, ameaçador e porradeiro de boteco. Seu olhar por cima do ombro, distraído e desdenhoso para o seu adversário, buscava na plateia orientar-se por uma signalética dada por Marçal Pablo, que o paginou como personagem cafajeste e miliciano. O Flávio Bolsonaro psicótico rodopiando em torno de Lula tinha por escopo menosprezá-lo com a grossura de moleque malvado, soberbo e de classe dominante, tratando-o sem o menor respeito de "cara". O subtexto, como diziam os estruturalistas, era o seguinte: Lula, aqui ó, você não passa de um pobre fodido, nas minhas veias corre o sangue superior de branco rico que nem o de Donald Trump. 

III

A gestualha arrogante, tosca e provocativa, foi notada logo no início pela direção da TV Bandeirantes. No entanto Fernando Mitre, macaco velho, seguiu a diretriz crematística do patrão arábico deixando o barco correr solto. Poderia ter dado um corretivo na deseducação cívica do playboy. Por que não o fez? Porque o plano era disfarçar a ideologia pró-Bolsonaro através da trapaça imagética, como se a câmera fosse politicamente inocente.                

IV

O pacto da maldade com a TV Bandeirantes saiu pela culatra porque a emissão ágrafa do candidato boçal desmoronou com o seguinte roteiro: vamos abrir as contas, vamos ao banco ver quem é quem. Aí o dinheiro tem cheiro. 

V

As afinidades eletivas da Rede Globo pendem sempre para Sérgio Moro que para Luiz Inácio Lula.

VI

Eu continuo achando que o presidente Lula não mais deveria fazer uso de estatísticas, e sim de metáforas. 

VII

Não olvidar que debate eleitoral só serve aos interesses pecuniários da TV, assim como a pesquisa de intenção de voto, como dizia o marxista Leonel Brizola, carece de valor de uso. 

E la nave va.




domingo, 18 de outubro de 2026

O baião da seis por um


A votação do fim da escala seis por um expôs a dramática exploração dos trabalhadores. Uma luta que traduziu nas ruas e no parlamento o conceito de mais valia. Os patrões querem sugar o máximo do sangue dos trabalhadores, e os trabalhadores querem ganhar mais e trabalhar menos. A vitória no parlamento agora precisa ser garantida na luta, como sempre. Deixo aqui o baião da seis por um. Comentário de Gilberto Felisberto Vasconcellos no Programa Campo de Peixe, da Rádio Comunitária Campeche. (17.10.2026).

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segunda-feira, 12 de outubro de 2026

O voto determina a vida e a morte

 


Baita ressaca eleitoral. Teremos um fantoche? Um moço de recados do imperialismo americano? Que vitória foi essa, sem qualquer comemoração? Como analisar os fatos neste país? O contraste entre o caráter macambuzio da vitória e o espetáculo, que tem sido arma dos bolsonaristas. E não se tem uma contraideologia ao espetáculo. Porque essa ideologia do bozo é irrespondível. Comentário de Gilberto Felisberto Vasconcellos no Programa Campo de Peixe, na Rádio Comunitária Campeche. (10.10.2026).

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quinta-feira, 8 de outubro de 2026

ALERTA! ALERTA! Plataforma para Luís Inácio Lula não perder o segundo turno


    

I

No que saiu o melancólico resultado eleitoral (a direita não comemorou, as ruas estavam desertas), tive ganas de criticar a campanha do PT (concordando com Pepe Escobar), centrando minha crítica no discurso, ou seja, na emissão oral e escrita. 

II

Desde quando escrevi em 1989, Collor a Cocaína dos Pobres e Brizulla, Leonel Brizola e Luís Inácio Lula: o samba da democracia, abandonei com os meus alfarrábios a ilusão de querer interferir no processo eleitoral. Os candidatos não estavam e não estão a fim de me dar ouvidos. Sublinhei que o estribilho “lula-lá” e “lalalá Brizola” era um decalque da Xuxa, apêndice sonoro da TV Globo, logo, da classe dominante. O desencontro entre forma de direita e conteúdo de esquerda. Isso continua ainda hoje com o PT que não absorveu a semiologia da poesia concreta de São Paulo. 

III

Fernando Collor, o caçador de marajá, ganhou a parada. A ditadura de 1964 foi retomada. Com o bolsonarismo redivivo na figura do playboy pop e indolente, viveremos 50 anos nas trevas masoquistas das eleições oligárquicas.                                         

IV

Atrapalha mais do que ajuda a linguagem estatística comedida e acadêmica de professor de sociologia (USP-CEBRAP-WEFFORT) sobre a inclusão dos pobres e fodidos deste país. Trata-se de uma redundância que não mais comove o pauperismo dos eleitores.

V

A palavra “desenvolvimento”, tão cara a Celso Furtado e Florestan Fernandes, não dá voto. Fato é que a gramática do voto conquistado transcende o conteúdo de verdade da mensagem eleitoral. A palavra “fascismo” é outra anfibologia de difícil compreensão para o povo. É que para o eleitor o verdadeiro não é popular. Ninguém nunca ganhou eleição com argumento centrado na verdade da mais-valia.

VI

O povão gosta é de metáfora e não de percentagem. Não importa se a metáfora seja tecida com a contribuição milionária de todos os erros gramaticais. Jesus Cristo não sabia o que era adjunto adnominal.

VII

É incompreensível para os botequins do Capão Redondo a antinomia de Harvard entre a democracia e a barbárie. Um chofer de táxi em Copacabana me perguntou o que é privatização. Eu respondi-lhe que é a mamadeira de piroca. Ele entendeu numa buena.

VIII

A maior cilada ecumênica é querer ser amado por todos os hijos de puta em uma sociedade de classes fundada no salário e no lucro. Melhor é seguir o conselho de Virgulino Lampião em Pernambuco: quem pedir perdão eu mato.

IX

A direita jurídico-midiática multinacional assassinou a ex-mulher e o neto de Lula. O povo precisa ouvir essa crueldade infinitas vezes para despertar a Pietà contra o verdugo bolsonarista Sergio Moro.             

X                      

Não olvidar o caudilho Leonel Brizola: o imperialismo é implacável. A extrema direita popular made in USA é o dólar da urna eletrônica turbinada pela Inteligência artificial.                                             

XI

A inteligência artificial, o mais recente instrumento da direita internacional, andou aprontando o diabo nestas eleições. Não só com o algoritmo miliciano, como também pela manipulação da subjetividade do eleitor, que recebe involuntariamente em seu celular uma quantidade infinita de cibermentiras. Vide o exemplo do argentino Cerimedo, amiguinho da Bolsonaro Family, que está em cana na Bolívia por mandar matar a mulher e por atentar à democracia em vários países latino-americanos, inclusive no ataque ao Palácio da Alvorada.                                          

XII

Os milhões de dólares despejados na campanha do filhinho do papai Bolsonaro foram avassaladores, embora seja difícil de localizar a sua visibilidade. O cidadão digital não tem pátria. A inteligência artificial nas mãos dos gângsters é uma forma de comer o futuro.

XIII

Meu amigo matemático Sylvio Massa está preocupado com a inércia do governo Lula em escancarar as falcatruas armazenadas nas databases bolsonaras. A informática é dominação, assim como o golpe é de direita e não de esquerda.                                           

XIV

 Lula foi moído pelo capital internacional da inteligência artificial. O dinheiro das bets foi direto para os bolsillos do bolsonarismo. Eu já ouvi de um popular emprenhado pela mensagem Cerimedo que Lula estava a fim de acabar com os jogos de futebol porque ele havia interditado as bets. Estas na verdade deveriam ser abolidas depois das eleições, e não antes.                                        

XV         

Karl Marx não tolerava a existência de loteria.

XVI

A aposta consubstanciada no truque das bets é contra a democracia assim como a pesquisa de intenção de voto. O discurso argumentativo só vale para a discussão interna do partido, pois a sociedade do espetáculo reduz a linguagem à data e à informação. 

XVII

A matemática não é inocente. Os bilionários raitequi estão de olho nos minérios nobres da América Latina. O trabalhador deve estar sob controle. A robótica bolsonara fraudou as eleições para defender os interesses da burguesia imperialista. Essa nuvem fraudulenta do mal tem que ser traduzida pela campanha do Lula de maneira iracunda.

XVIII

O desafio que Lula tem de enfrentar é apresentar-se ao mesmo tempo como um veterano lutador na luta de classes e despertar a piedade catártica e cristã nos pacatos eleitores.




segunda-feira, 5 de outubro de 2026

Vamos chamar o vento



Não gosto da palavra utopia. Ela nem é tampouco o forte no marxismo. Aqui a utopia está ligada ao consumo de Bets e outras loterias. A sorte no pé do jogador de futebol. O poeta falou: o paraíso é conversar com o vento. Vamos chamar o vento. O vento traz verdades.... Comentário de Gilberto Felisberto Vasconcellos no Programa Campo de Peixe, da Rádio Comunitária Campeche. (02.10.2026)


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O nojo



Estou compondo meu derradeiro livro. É sobre a extrema direita popular. Nojo! É preciso conhecer o significado das palavras para não ser otário. Vamos atualizar a inteligência, compreendendo o que se fala. Comentário de Gilberto Felisberto Vasconcellos no Programa Campo de Peixe, na Rádio Comunitária Campeche. (26.09.2025)

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quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Abajo el colonialismo do Data-Cocô


Não tem como a indústria hi-tech prescindir das matérias primas. Nióbio, manganês, estanho, zinco, cobre, fosfato. De Minas ao Piauí, os urubus estão de olho nas riquezas minerais. Vivemos os tempos do Data-Cocô, com a ingestão do próprio excremento. Um chip que dura dois anos é feito com material fóssil, que demora milhões de anos pra se formar. Comentário de Gilberto Felisberto Vasconcellos, no Programa Campo de Peixe, da Rádio Comunitária Campeche. (19.09.2026)

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IA. Conversa de Urubu com bode

 


Nomeclaturas mistificadas servem para iludir e enganar. Sejam terras raras ou inteligência artificial. Álvaro Vieira Pinto já deu a dica: não é a tecnologia que faz a história. Ela pode condicionar, mas não mudar. Essa burguesia hi-tech que aí está, é só mais uma forma de confundir.  É a velha conversa de urubu com bode. Comentário de Gilberto Felisberto Vasconcellos, no Programa Campo de Peixe, da Rádio Comunitária Campeche.  (12.09.2026)

segunda-feira, 14 de setembro de 2026

O tempo dos bots


Terras raras. Mais uma nomeclatura mistificada para enganar trouxas. Álvaro Vieira Pinto já matou a charada quando escreveu o conceito de tecnologia há 50 anos. Não é a tecnologia que faz a história. Ela não muda a história. Mas, ela determina muita coisa. Por isso o capitalismo de computador tem a força que tem. Manipula e ganha eleições.  Comentário de Gilberto Felisberto Vasconcellos no programa Campo de Peixe, da Rádio Comunitária Campeche. (12.09.2026)

quarta-feira, 9 de setembro de 2026

A nuvem é multinacional/capitalista


A Inteligência Artificial é coisa de direita. É o capitalismocomputer. A coisa toda está na nuvem, dizem, sem relação concreta com as relações do poder. Ora, a nuvem é multinacional, fetichista. A nuvem tem dono, é da burguesia hi-tech. E interfere  nos resultados das eleições. Comentário de Gilberto Felisberto Vasconcellos no Programa Campo de Peixe, na Rádio Comunitária Campeche. (05.09.2026).

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