quarta-feira, 28 de junho de 2023

Do jeito que tá não dá


Aquecimento global. Que cimento grobá? Pergunta Guilherme Gravina. A maré tá subindo. As águas dos mares estão cada vez mais ácidas, por causa da queima do petróleo. Os oceanos estão esquentados! E as cidades litorâneas podem submergir, de Floripa a Madagascar. E nenhuma tecnologia vai salvar o planeta. Há que parar com o petróleo. Assim como tá não dá. Tema do comentário de Gilberto Felisberto Vasconcellos no Programa Campo de Peixe, da Rádio Campeche, comandado pela jornalista Elaine Tavares. (24.06)

quinta-feira, 22 de junho de 2023

A CPI do MST e as mulheres


Deputada Sâmia Bomfim, do Psol

A CPI do MST é indecente e absurda, criada por políticos bancados pelos fazendeiros multinacionais. Porque a terra não é mais de deus nem do diabo, é do dólar. São os deputados da casa grande que atacam a vida e que também atacam, dentro da CPI, as mulheres. Mas, o povo está sacando a jogada deles e essas mulheres que estão lá, lutando pelo MST, serão o futuro desse país. Será o fim desses "machildos", funcionários do agronegócio. O que se vê é que a Câmara dos bolsonecos está em guerra com as mulheres. É o "mamacídio" em curso, um sadismo cruel contra as mulheres. mas, elas virarão o jogo. "Mulheres, uni-vos contra o pênis sem ternura". Este é o tema do comentário de Gilberto Felisberto Vasconcellos no Programa Campo de Peixe, na Rádio Campeche, conduzido pela jornalista Elaine Tavares. (17.06.2023)

Viva Bautista Vidal


Bautista está na linha de Einstein. Conhecia verdadeiramente a energia. Inventou o Pró-álcool para combater a lógica do petróleo. Porque o petróleo acaba e não adianta buscar esse óleo negro na casa do chapéu. É algo que já fez muito mal para o planeta. Por conta dele temos a comida envenenada, o coronavírus, e o seio da mãe secando. Bautista sabia o poder dos trópicos mas nunca foi ouvido pela burguesia que está no poder. Ele também sabia que o país que tem o sol, tem tudo e não aprovaria essa violência de buscar petróleo na Amazônia. Esse é o tema do comentário de Gilberto Felisberto Vasconcellos no Programa Campo de Peixe, da Rádio Campeche, conduzido pela jornalista Elaine Tavares. (10.06.2023)

terça-feira, 13 de junho de 2023

A cultura brasileira


Conferência do sociólogo e professor Gilberto Felisberto Vasconcellos no Primeiro Encontro de Estudos Brasileiros, promovido pelo IELA em 30 de abril de 2023.


Nosso barato não é o petróleo


Foto: Viktor Veres/AFP/VEJA

Há um nexo entre a Petrobras e o roubo das terras indígenas, tudo a mando dos graúdos de Wall Street, com o apoio do agrobussines nacional. Agora vem ainda o petróleo do Lula, para violentar ainda mais a Amazônia. Não é possível separar o aspecto técnico da política. Isso seria o fim. Há que rememorar ao Lula sobre Bautista Vidal e Marcelo Guimarães. Nosso barato não é o petróleo. Este é o tema do comentário de Gilberto Felisberto Vasconcellos no Programa da Rádio Comunitária Campeche, apresentado por Elaine Tavares. 

(03.06.2023)

sexta-feira, 26 de maio de 2023

Por uma Floripa ateniense


Queria muito que a Elaine Tavares fosse prefeita de Floripa. Uma Floripa ateniense, um jardim das delícias de Epicuro, filósofo sobre o qual escreveu Marx. Há que eliminar o bolsonarismo da terra de Elaine Tavares, que já foi brizolista. É preciso impedir que Floripa se torne uma Miami. Este é o tema do comentário de Gilberto Felisberto Vasconcellos no Programa da Rádio Comunitária Campeche, apresentado por Elaine Tavares. (20.05.2023)


Há uma direita popular


A vitória de Lula foi importante para o Brasil. Mas, até agora essa foi apenas uma vitória eleitoral. Falta muito para que se possa ver um vitória política. A direita é forte e é popular. Há que atuar com uma comunicação mais eficaz e não se entregar para os meios comerciais. Este é o tema do comentário de Gilberto Felisberto Vasconcellos no Programa da Rádio Comunitária Campeche, apresentado por Elaine Tavares. (13.05.2023)


Glauber, Getúlio, Goulart, Darcy, Brizola

 


              Foto do documentário de Silvio Tendler


O trabalhismo getulista insere-se no campo cultural e artístico de 1954 a 1964, o cinema novo nasce por essa época entre Salvador e Rio de Janeiro. O biógrafo João Carlos Teixeira Gomes: no dia em que Getúlio Vargas suicidou-se, Glauber Rocha aos 15 anos o pranteou na praça da Sé em Salvador.

Dentre todos os cineastas brasileiros Glauber Rocha é o mais getuliano. Declarou: “sou janguista”. Jango, o filho espiritual de Getúlio. Jango Uma Tragédia chama-se a sua peça de teatro. Em Jangarana, alusivo ao Sagarana de João Guimarães Rosa (o paralelo boiadeiro Rosa e Jango) Glauber Rocha ficou injuriado com os ataques vindos de todos os lados. Identificando-se com ele: Jango c’est moi.

Terra em Transe,1967, a queda de João Goulart é o ponto de partida para se pensar as contradições entre a civilização e a natureza no Brasil. A vitalidade da natureza dos trópicos estava em seu primeiro filme Pátio. Irá ressurgir em A Idade da Terra, no qual um samba cantado por Jamelão enaltece a figura do doutor Getúlio. O golpe imperialista em 1964 foi anti-ecológico, a nação afastou-se da natureza, a história separou-se da geografia. Em seu filme Cabeças Cortadas o Brasil é gerado em uma sociedade de senhores e de escravos; mais tarde esses senhores se aliam à cobiça imperialista, defendida pelos lacaios Juarez Távora, Eugenio Gudin, Roberto Campos e Magalhães Pinto.

A briga cinematográfica de Glauber Rocha com o censor Carlos Lacerda antecipará o golpe de 64. A censura de Carlos Lacerda ao filme Deus e o Diabo na Terra do Sol é o reflexo da UDN pró-EUA. Carlos Lacerda inimigo da Petrobras getuliana, ele é o mercenário Antônio das Mortes no filme O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro, ainda que para isso não seja relevante estipendiar o quanto o ex-governador da Guanabara levou de propina da Standard Oil.

Glauber Rocha focalizou o desencontro entre getulistas e marxistas em 1954, o povo queria incendiar simultaneamente os jornais Globo de Roberto Marinho e A Classe Operária do partido comunista. Há um nexo entre a comunicação de massa e a história política, não só pela direita (Carlos Lacerda) como pela esquerda com o Samuel Weiner “rooseveltiano”, segundo o cineasta.

Entrevistada em 2005, Denise Goulart, filha do ex-presidente conta que durante o exílio no Uruguay o general Assis Brasil que tinha por insurgência segurar o esquema militar do governo deposto, fez uma visita a João Goulart e acabou sendo esbofeteado por dona Maria Tereza Goulart. Bem feito.

O MDB, depois PMDB do doutor Ulysses, queria que João Goulart e Leonel Brizola tivessem morrido no exílio.

Um aspecto de todos os exilados em 1964 Jango foi o único que não conseguiu voltar. O potiguar Djalma Maranhão também morreu de saudade no exílio de Montevidéu.

Denise evoca o dia da reconciliação, pouco antes de seu pai morrer, com Leonel Brizola. Uruguai, 1976. Eu ouvi em Montevidéu que Jango chegou inesperadamente na casa de Leonel Brizola, convidado por Neusa Goulart. Ao perceber o lance, Brizola trancou-se dentro do quanto, não queria falar com o cunhado.

D. Neusa: - Leonel, Janguinho está aqui.

Depois de alguns minutos ele sai do quarto e abraça e beija Jango. Pareciam dois namoradinhos. Assim é que se reconciliavam os velhos gaúchos.  



terça-feira, 9 de maio de 2023

O passado não deve ser esquecido

 


Não se pode tripudiar o passado. Como dizia Godart, o passado ainda está na nossa cola, é um fantasma. Digo isso porque ainda estou atônito com a vitória de Bolsonaro nas eleições de 2018. E também com o apagamento do passado que ele provocou. Este é o tema do comentário de Gilberto Felisberto Vasconcellos no Programa da Rádio Comunitária Campeche, apresentado por Elaine Tavares. (06.05.2023)

Cultura brasileria

 


Incumbiram-me de uma tema: a cultura brasileira. Essa coisa que está no cotidiano das pessoas. Há a cultura erudita, há a cultura da indústria popular e há a cultura popular. A vida das gentes, o que se come, o que fala e o que se sonha. Este é o tema do comentário de Gilberto Felisberto Vasconcellos no Programa da Rádio Comunitária Campeche, apresentado por Elaine Tavares. (29.04.2023)