No final dos anos 1970 escrevi um livro chamado "Música Popular: De olho na fresta" tendo como tema Noel, a bossa nova e a tropicália. Hoje eu renego esse livro. Não gosto mais dele. Aprendi que a música popular que se produz é contra o povo. E isso em todo lugar. Veja o que aconteceu na Argentina. A ideologia é pop, o capitalismo é pop. Este é o comentário de Gilberto Felisberto Vasconcellos, no Programa Campo de Peixe, da Rádio Comunitária Campeche. (24.08.2024).
quinta-feira, 29 de agosto de 2024
domingo, 18 de agosto de 2024
O Gondin da Fonseca da Raizen
Continuo querendo ir para a Venezuela. E saliento que a questão por lá é o petróleo. Por isso quero contar sobre Gondin da Fonseca, jornalista e escritor, e seu trabalho. Um dos livros mais importantes dele é “O que você sabe sobre o Petróleo?” mostrando os tentáculos das empresas transnacionais imperialistas. É bom que se diga que desde 1964 pra cá tudo o que acontece no Brasil tem o dedo do petróleo. Liguem-se! Comentário de Gilberto Felisberto Vasconcellos no programa Campo de Peixe, da Rádio Comunitária Campeche. (17.08.2024).
sexta-feira, 16 de agosto de 2024
Venezuela: o ponto é petróleo
![]() |
| Imagem: CC |
Não precisa saber muito sobre a realidade. Basta ver com quem anda Milei, Trump e toda essa canalhada. Por isso não dá para confiar em quem fala mal do Maduro. Mas, o que parece é que a população em geral gosta mesmo é de milionário. Na Venezuela a questão não é o Maduro, é o petróleo, minha gente. Este é o comentário de Gilberto Felisberto Vasconcellos, no Programa Campo de Peixe, na Rádio Comunitária Campeche. (10.08.2024)
segunda-feira, 5 de agosto de 2024
Eu vou para a Venezuela, eu vou
![]() |
| Imagem: Joka Madruga |
Onde é a Venezuela? Quem sabe? O que, de fato, acontece, por lá? Um país demonizado por anos e anos a fio. Um lugar onde a ditadura impera, é isso mesmo? Como a população vai engolindo cobras e lagartos sem saber de nada do que acontece por lá. Este é o comentário de Gilberto Felisberto Vasconcellos no Programa Campo de Peixe, na Rádio Comunitária Campeche. (03.08.2024).
segunda-feira, 29 de julho de 2024
A ditadura do som
![]() |
| Imagem: Criação/Sascha Kohlmann |
Ouvir. Ouvido. Tenho fé na fala coloquial. Tanto que coloquei o nome deste programa de Modo de Produção Acústico. Ainda acredito que o que se ouve é decisivo para a vida política, para a vida mesma. A luta de classe é a luta de um som contra outro som. Por isso não para de ter som. Este é o tema do comentário de Gilberto Felisberto Vasconcellos no programa Campo de Peixe, da Rádio Comunitária Campeche.
sexta-feira, 26 de julho de 2024
Raízen, Capital Fóssil e Bautista Vidal
![]() |
| Bautista Vidal - Foto: reprodução |
Estou no Rio de Janeiro toca o celular. É Ricardo Guerra, oxalá futuro editor dos livros de Bautista Vidal, na sequência do menoscabo da AEPET com o legado de Bautista Vidal.
A AEPET não quer saber o que significa civilização fotossíntese, portanto é cúmplice da catástrofe ecológica capitalista.
Os engenheiros da AEPET, alguns ex-alunos de Bautista Vidal, acham que o petróleo é a derradeira forma energética do mundo. Equívoco. Não entenderam o que é termodinâmica.
Alyne Bautista, filha e devota do mestre, depois de inteirar-se do meu artigo iracundo relatando a deplorável situação em que se encontra o legado de Bautista Vidal, quis saber a história da AEPET e sua relação com o seu pai.
A verdade, a triste verdade é que a Petrobrás e as sucessivas diretorias foram adversárias do álcool combustível e dos óleos vegetais concebidos por Bautista Vidal e Marcelo Guimarães. Agora com a multinacional Raízen se apossando de tudo, aí sim a Petrobras está se dando conta que o álcool é a necessária alternativa energética e ecológica.
A aliança Raízen-Petrobras continua hostil a Bautista Vidal se o critério for a emancipação popular e a soberania nacional do país. A mentalidade dos engenheiros alienados faz parte da fisionomia rentista do combustível fóssil é do descenso do valor de uso das coisas.
Ricardo Guerra me pergunta, pensando em uma política editorial que seja realista, se a produção energética da biomassa teria algo a ver com a clivagem histórica entre capitalismo e socialismo. Respondo que sim porque a energia vegetal se faz de maneira desconcentrada e o capitalismo é concentracionário. Destarte, meu caro, não poderá existir socialismo limpo com o combustível fóssil sujo. O socialismo é do sol. Sol + Socialismo = Solcialismo.
Basta reparar como a vida está enferma porque o capital fóssil é patógeno. Lembre-se de um kovydezenove. Outras epidemias virão por aí se não for eliminado o capital fóssil que é a causa da infecção.
A peste agrobusiness é privatizante.
A São Paulo bolsonara com água privatizada vai pegar fogo. Bautista Vidal vaticinou a ruína da Estrada de Santos desabando a qualquer momento; todavia é mister deixar claro que ele não era marxista, embora não fosse anticomunista. O mundo para ele estava dividido entre regiões intertropicais e países imperialistas sem sol. Daí a pergunta endereçada aos doutos engenheiros da AEPET raízenficada: quem tem medo do legado científico e político de Bautista Vidal?
domingo, 21 de julho de 2024
O trumpinho atirou no trumpão
O criador e a criatura. Imaginem se o atirador que acertou a orelha do Donald Trump fosse um peronista ou um militante do Hamas. Seria um deus nos acuda. O fato é que quem atirou no Trump foi o trumpinho, um filho do próprio pai. O mesmo aconteceu aqui, lembrem que Bolsonaro fez campanha com um rifle. Este é o comentário de Gilberto Felisberto Vasconcellos no Programa Campo de Peixe, da Rádio Campeche.
domingo, 14 de julho de 2024
Waterloo de Bolsonaro
Milei, go home
quinta-feira, 11 de julho de 2024
A Petrobras contra a Petrobras, Bautista Vidal no ostracismo póstumo
Bautista com Brizola - um Brasil brasileiro
Um meu amigo leu aqui o pau que eu dei na AEPET (Associação dos Engenheiros da Petrobras) por não se interessar em preservar o legado de Bautista Vidal na área da energia e tecnologia. Eis a pergunta do amigo meu: - Por que afinal a AEPET deveria fazê-lo?
É que Bautista Vidal foi um grande engenheiro que defendeu a engenharia nacional vinculada à Petrobras como empresa de energia. Elogiou várias vezes o nacionalismo da AEPET, e talvez ingenuamente falava de seus amigos que tinham admiração pela sua reflexão sobre o trópico de que resultou o Proálcool.
Por não querer sentir pejo, furto-me em citar os nomes dos amigos que lhe devem as calças, e que não seriam absolutamente nada sem os seus ensinamentos. Esses amigos, alguns figurões integrantes da diretoria da AEPET, parece que depois de Bautista Vidal morto desprezaram o que ele fez e escreveu vivo em defesa da Petrobras. Esse desprezo não é inocente do ponto de vista científico e político. O poder mundial, expressão com a qual ele designava o imperialismo, dissocia o nome de Bautista Vidal da Petrobras, cuja importância não é menor do que a de Getúlio Vargas, Horta Barbosa e Gondim da Fonseca.
Eu suponho que os engenheiros da AEPET, não todos evidentemente, querem elidir o fato de que a Petrobras foi inimiga do Proálcool. Bautista Vidal acusou isso várias vezes, mostrando os inimigos endógenos encrustados na Petrobras por insciência ou por serem porta-vozes do imperialismo.
Dito e feito.
O álcool combustível somente seria valorizado quando o capital fóssil estrangeiro tomasse conta inteiramente da Petrobras desnacionalizada. A Raízen, multinacional do álcool, não é um espectro imperialista que surgiu de um dia para o outro. A Raízen tem sido assoprada pela Standard Oil do doutor Rockfeller. A atual direção da AEPET, imersa na alienação energética, faz vista grossa diante da Raízen; não é senão por isso que o legado antimperialista de Bautista Vidal deve ser deixado à mingua.
Querem os burocratas e entreguistas tapear a história trágica de Bautista Vidal por ter ele sido pioneiro da transição energética. A verdade é que a Petrobrás, viciada no petróleo, foi hostil ao Proálcool. Os diretores e engenheiros da AEPET não atinaram à concepção totalizante da energia e de seu condicionamento geográfico.









