Falar, ouvir, ouvir e falar. Sem isso não há política. Por isso venho elaborando uma teoria sobre o modo de produção acústico, coisa que venho exercitando aqui no programa. Vivemos imersos em alienação acústica, determinados pelo ouvido. Um tema que será muito estudado no futuro. Comentário de Gilberto Felisberto Vasconcellos no Programa Campo de Peixe da Rádio Comunitária Campeche. (12.07.2025)
quinta-feira, 24 de julho de 2025
Homologação cultural
Hoje é dia de trazer elementos do cinema. Glauber e Pasolini, dois gênios do século XX. Vou falar do conceito de homologação cultural criado por Pasolini, que trata da imitação que o pobre faz do rico. Vou expor a metalinguagem que une os dois cineastas. Comentário de Gilberto Felisberto Vasconcellos no Programa Campo de Peixe na Rádio Comunitária Campeche. (05.07.2025)
sábado, 28 de junho de 2025
Jesus morreu descrente
O ano de 1945 foi um ano insano. Ano da bomba atômica. Uma bomba desnecessária, porque o Japão já estava de joelhos. Foi um espetáculo, uma demonstração de força dos EUA. Foi a morte da história, coisa que deixou Jesus descrente. Thompson já dizia que o fim do capital seria pior que o começo. É o que se vê com os sionistas e com o Trump querendo, de novo, usar a bomba. Comentário de Gilberto Felisberto Vasconcellos no Programa Campo de Peixe, na Rádio Comunitária Campeche. (28.06.2025)
Querem apagar Tatá Tancredo
Não é o céu que determina a terra. Mas existem forças espirituais determinantes na política brasileira. No Rio de Janeiro, por exemplo, os evangélicos querem apagar a memória do Tatá Tancredo. Esse é o cara que fez a música "o general da banda", mas é também o teórico umbandista responsável pela festa de Yemanjá no Rio, e filólogo da língua Yorubá. Ele foi quem iniciou o Edir Macedo na Umbanda. Comentário de Gilberto Felisberto Vasconcellos no Programa Campo de Peixe, na Rádio Comunitária Campeche. (21.06.2025)
A morte no Brasil não baila
Câmara Cascudo escreveu sobre a morte, mostrando que ela é socialmente condicionada. Por isso ele falou sobre o morto brasileiro, que é diferente do sueco. Então, hoje, eu pergunto: o que é morto brasileiro? E o que provoca a doença? O barulho! Comentário de Gilberto Felisberto Vasconcellos no Programa Campo de Peixe, da Rádio Comunitária Campeche. (14.06.2025)
sexta-feira, 6 de junho de 2025
Tempos de neurose
Ecologia anti-capitalista
A Editora Insular, de Florianópolis, editou meu livro SolOwald, o qual venho burilando há 40 anos. Nele eu mostro coisas como a relação entre o Oswald e o Getúlio Vargas, relação essa que explica o Brasil desde 1930. E também falo da ideia de utopia-mãe do Oswald, algo importante pra pensar o hoje. E tudo isso deveria ser iluminado pelo sol. Este é o comentário de Gilberto Felisberto Vasconcellos no programa Campo de Peixe, da Rádio Comunitária Campeche. (25.05.2025).
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terça-feira, 20 de maio de 2025
Siderado com Câmara Cascudo
A primeira vez que vi Câmara Cascudo foi seis anos antes de sua morte. Ele estava surdo. Fiz uma pergunta por escrito. Fiquei tão impactado com ele, em atitude religiosa. Ele me aparecia como um totem! Fiquei realmente comovido... Autor do melhor livro que já li, o Sociologia do Açúcar. Comentário de Gilberto Felisberto Vasconcellos no Programa Campo de Peixe, Rádio Comunitária Campeche. (10.05.2025)
sexta-feira, 9 de maio de 2025
Collor, a cocaína dos pobres
A morte não é problema. Viver é que é difícil!
Vamos envelhecendo e vai aparecer a sensação de que nada fizemos. Também é chegada a hora de falar da morte, coisa que culturalmente não faz no Brasil. Falar da morte é tabu. Porque falar dela puxa ela. Mas, não há o que temer da morte. Difícil é a vida. Comentário de Gilberto Felisberto Vasconcellos no programa Campo de Peixe, na Rádio Comunitária Campeche. (26.04.2025).








