quarta-feira, 15 de junho de 2022

LUMPEMBURGUESIATYRYCAANYTTA


O lucro da burguesia tyryrycaanytta pode ser nítido, depois de descontado na caixa do capital vídeo financeiro multinacional, mas sua representação política é dúbia, imprecisa, embaçada, ambígua e anfibológica.

Tanto faz cafuza morena carijó loira loirosa.

Ainda não surgiu ninguém que responde à questão: o que é verdadeiramente uma mulher bolsonara?

Não falo apenas em termos cosméticos, pois a farmácia é interclassista: há produto ruim, bom e malhado. Refiro-me ao perfil caracterológico da mulher bolsonara. Talvez tenha havido uma mutação antropológica no ser feminino com a aparição de Jair Bolsonaro.

A mulher bolsonara é aquela que demarca uma rigidez divisória entre macho e fêmea, ou seja, de um lado o homem, de outro lado a mulher, com abismo entre um e outro. Ao homem não se permite traços femininos, nem a mulher pode adquirir traços masculinos.

Quanto à família de Bolsonaro, é dispensável dizer que os filhos não parecem disputar o amor do pai. Não rivalidade nenhuma com a mãe. Em geral, na família, os filhos disputam a mãe, mas no caso de Bolsonaro o sentimento da castração não se oriunda do pai. Não é o pai que castra os filhos; aos filhos tudo é permitido, como dizia Dostoievsky a propósito da ausência de Deus.

Ainda não foi feita a marxista semiótica do Cabaré das Crianças estrelada por Xuxa até a saga da mamadeira de piroca e suas ramificações nos programas políticos. Por que cotejar o cacogênico e magérrimo Tirica com a funkeira Marilyn Monroe que está seduzindo todas as gerações e classes sociais?

Em qualquer família crente o pai é meio débil mental e a mãe uma explorada. Esta jamais será uma estrela como Anitta. A família crente olhar para a burguesia com inveja e ódio. O pastor burguês é o porta voz de Cristo. É bem possível que Tiririca veja o pastor evangélico como um chefe político a ser imitado.

Glauber Rocha ficava emputecido quando verificava que a esquerda também era fascinada pelos signos colonialistas de Hollywood. 


segunda-feira, 13 de junho de 2022

A faca da facada é estrangeira, mas o coração é brasileiro

 


A Petrobras está no âmago da história do Brasil. Para onde ela vai, vai o país. As artimanhas e trapaças que serão usadas nas eleições para salvar o Bolsonaro do vexame eleitoral. Vem aí o congelamento dos preços dos combustíveis. Embarcarão os caminhoneiros de Getúlio, nessa facada fake, com faca estrangeira, made in USA? Este é o tema do comentário de Gilberto Felisberto Vasconcellos, veiculado no programa Campo de Peixe, da Rádio Campeche, conduzido pela jornalista Elaine Tavares. (11.06.22) 

quinta-feira, 9 de junho de 2022

Citycancer


Em A Cultura das Cidades, o livro de Lewis Mumford publicado em 1938, surge como as mesmas observações feitas por Marcelo Guimarães acerca do significado social e econômico da mina de carvão e de seu complemento tecnológico: a máquina a vapor.

À altura mais ou menos de 1800, a máquina a vapor inaugurou uma nova fase do desenvolvimento histórico, denominada por Mumford de "paleotécnico", ou seja, a economia do carvão e do ferro, complexo esse (ferrovia, navegação a vapor, aparelhos de fiação e tecelagem) que vai até 1890. O Manifesto Comunista de Marx e Engels foi publicado em 1848.

Até 1800 vingou o período eotécnico, com o emprego disperso do vento, a fabricação de vidros e as indústrias têxteis, indo do século X ao XVIII, movido pela fonte energética da biomassa. Depois veio a ação da cidade paleotécnica com o carvão mineral, o binômio fábrica-cortiço, o advento da ferrovia em 1830. Mumford observou que por aí que desadeu os quintais das residências.

À dispersão "eotécnica" da Idade Média seguiu a energia concentrada das minas carboníferas nas aglomerações urbanas. É o início do gigantismo das metrópoles com as fábricas de tecidos, os grandes portos, enfim, o processo da mineração universalizado pela ferrovia. É o início da cidade industrial com a mecanização carbonífera regida por um ritmo descontinuo: "como minas, via de regra, rapidamente passa da riqueza ao exaustão, da exaustão ao abandono, dentro de, no máximo, umas poucas gerações".

A pequena oficina desaparecia porque a máquina a vapor de Watt funciona melhor em grandes unidades fabris concentradas e próximas ao centro produtor de energia, conforme se verifica com as fábricas inglesas em Manchester a partir de 1820. Foi esse tipo de fábrica movida pelo carvão mineral que engendrou o mercado mundial, concomitantemente ao congestionamento urbano e ao aumento populacional, junto com a transformação dos rios em esgoto aberto.

O capitalismo carbonífero da manufatura industrial iniciou a depredação ecológica: "envenenamento da vida aquática, destruição de alimentos, emporcamento da água, que passou assim a ser imprópria para banhos". A aglomeração de indústrias situadas perto dos rios segue como linhas ferroviárias, como casas dos trabalhadores foram construídas junto às fábricas, eis o retrato da cidade industrial criada pelo consórcio da energia do carvão mineral e da tecnologia da máquina a vapor, cuja consequência foi a centralização burocrática e administrativa. Marcelo Guimarães usou a metáfora seguinte: a mina de carvão mineral nasceu a luta de classes entre capitalistas e operários.

O cotejo com o Brasil do século XIV ao XX impõe se impõe porque aqui a vivência eotécnica perdurou durante muito tempo. Esse foi o substrato da cultura popular no meio rural. A industrialização foi tardia, aquoso durante o surto cafeeiro no início do século XX. A formação da cultura popular brasileira foi feita com biomassa: água, lenha e mula como tração animal. Essa base eotécnica foi identificada com atraso rural, mas a industrialização limitou o progresso para pouca gente.

Como megalópoles brasileiras são povoadas de imensos exércitos industriais de reserva e populações marginalizadas. É isso a anomalia da concentração urbana sem reforma agrária, ou seja, o câncer econômico e cultural.

O colonialismo inglês obstaculizou entre nós a produção de manufatura, convencendo-nos de que nosso destino era a produção de gêneros agrícolas tropicais por causa de uma fatalidade geográfica: a pobreza do nosso subsolo em carvão mineral.


segunda-feira, 6 de junho de 2022

A trapaça do tanque de gasolina


 Aí vem mais uma farsa eleitoral. Com a chegada das eleições movimentam-se as peças para a realização de uma facada número dois. A urna é do tanque. O presidente usa sua velha técnica de colocar a culpa do preço alto da gasolina nos dirigentes da Petrobras, como se o governo não tivesse nada a ver com isso. Por isso ele prepara uma ação magnânima, para sair de herói com a população. E o povo vai sendo enganado. No Brasil parece que toda eleição vem acompanhada de uma falcatrua. Este é o tema do comentário de Gilberto  Felisberto Vasconcellos, veiculado no programa Campo de Peixe, da Rádio Campeche, conduzido pela jornalista Elaine Tavares. (06.06.22)


domingo, 29 de maio de 2022

Sob as ordens da memória e da miséria

 


Beleza o estilo de Oswald de Andrade reencontrado em seu último livro Diário Confessional. 

Como trevas do dinheiro: "quando espera a glória vem o oficial de justiça". A verdade é que desproletarizaram Oswald de Andrade. Queria fazer uma pequena enciclopédia proletária.

Seu pai tropeiro, condutor de tropas da Serra do Picu, Itamonte, Minas Gerais, para o Rio.

Herdou a diabetes de sua mãe. "Minha mãe gorda, e tutelar, mandava dar gorjetas ao cozinheiro ou ao Maitre D'Hotel para nos servirmos bom peixe".


Apenas a natureza: "as condições especiais dos trópicos(clima nudista de natureza farta). Nossa indígena como protótipo detentor dessa weltamshauumg é a minha tese apoiada em missionários e viajantes".

Abominava o marxismo escolástico e de caráter jesuítico. Criou a trialética: o ocioso, o senhor e o escravo. Eis o enigma na crítica literária: "O suicídio poético de Rimbaud, a quebra do instrumento". Lembra o desabafo de Glauber Rocha: "as mulheres queriam que eu fosse Rimbaud, e os homens queriam que eu fosse Godard".

Infância; "as crianças não enlouquecem". Como primeiras enunciações dos meninos são silábicas. Aprender a falar é reproduzir o que ouve, segundo Mattoso Câmara em Princípios da Linguística Geral. Oswald de Andrade: "o importante é o que se ouve, e não o que houve".

Marxismo. "Observação sensacional de Engels. O homem deixou de devorar o adversário para fazer-lo prisioneiro e escravo".

Velhice pobre: "sou um rato vivo, pulando atrás de queijo que tem o direito de roubar para mim e para os meus".

O nome do maridão: "o matriarcado desliga do amor a ideia da gestação". Menciona a sociedade da algema e da arquitetura cowboy de Bauru.

O problema da literatura brasileira é que ela não anda de ônibus. "Pagamos ainda o dízimo ao estrangeiro".

Não queria uma velhice velhaca. 

Antropofagia, palavra grega que significa comer carne humana. Isso não quer dizer que a antropofagia não tem sido amiga do homem. Eu acho infeliz a escolha desta palavra para designar seu reflexão filosófica. É que seu pensamento vai além disso. A devoração consiste em uma estratégia para evitar o utópico e o escatológico.

Ficou fascinado com a palavra "antropofagia" que encontrou em Shakespeare, e não a largou até a final da vida. Ficou na contemporaneidade como o único filósofo antropofágico. O apego a esse conceito de antropofagia não restringiu o alcance de seu pensamento e nem prejudicou seu estilo literário.

Pau-Brasil, por outro lado, não é uma palavra grega, projeta um vegetal de canso pano. Pau vermelho. Pau ensolarado. O nome Pau-Brasil é muito mais representativo do trópico e apropriado como expressão da que antropofagia.

Na poesia de Oswald de Andrade a vegetação prepondera sob o animal e o mineral. Não esqueçam que a mão-de-obra da extração da madeira começou com o índio e depois com o negro escravizado pelos donatários. Empresários da escravidão tentando fortuna com o pau-brasil. A primeira perda internacional da economia, diria Leonel Brizola. A madeira cobiçada pelos contrabandistas ingleses, franceses, portugueses e holandeses. A devastação ecológica com fogo na floresta. O binômio trágico nos acompanha até hoje: fertilidade dos trópicos e capitalismo antiecológico.


O golpe da Petrobras

 


Sucessivas mudanças no comando da Petrobras. Nada mais do que um astucioso e malandro golpe de Bolsonaro. Agora ele vai tentar abaixar o preço da gasolina e ganhar a simpatia da população. Assim, coloca a culpa nos diretores "malvados", ainda que estes sejam seus amigos. É sua velha lógica conspirativa agindo. Acredite quem quiser. Este é o tema do comentário de Gilberto Felisberto Vasconcellos, veiculado no programa Campo de Peixe, da Rádio Campeche, conduzido pela jornalista Elaine Tavares. (28.05.22)


domingo, 22 de maio de 2022

Energia limpa: o sonho de Bautista Vidal


Já tem novo livro no arraiá da internet. É o Capitalismo Sujeira Socialismo limpo, editado pela jornalista Elaine Tavares. Uma discussão sobre ecologia, energia, socialismo. O capitalismo é uma maré que vai nos afogar. Ele provoca o fim das florestas, o fim da água saudável, as epidemias. Se a humanidade persistir nisso, morrerá asfixiada. Esse é o tema do livro. Uma catarse, um encontro imaginário com Bautista Vidal e Marcelo Guimarães. Este é o tema do comentário de Gilberto Felisberto Vasconcellos, veiculado no programa Campo de Peixe, da Rádio Campeche, conduzido pela jornalista Elaine Tavares. (21.05.22)


A Última Etapa do Imperialismo é o Rechaço ao Seio da Mãe Gentil


Ousadia de Nildo Domingos Ouriques ter escrito "Reflexão sobre a Ameaça Fascista: O Segredo de Bolsonaro". É que o senso comum acadêmico, sem entender o conceito de fascismo, acaba usando-o a torto e a direito. O fascismo é o acontecimento, a par do stalinismo, de maior complexidade social e política do século XX. Embora não sejam simétricos, fascismo e stalinismo mantêm entre si determinadas correspondências, conforme mostrou Leon Trotsky. 

Ironizamos que não é toda segunda-feira que temos fascismo. Cuidado com as palavras que fazem os conceitos. Grossura, arbitrariedade, atentado à liberdade, censura, violência - isso não basta para caracterizar o que seja fascismo. 

A boçalidade de massa no capitalismo videofinanceiro é sem dúvida fascistóide; todavia, do ponto de vista político, para existir fascismo é preciso que haja ofensiva da classe operária organizada, tendo no horizonte a perspectiva da revolução socialista. Trotsky dizia que o fascismo tinha por objetivo destruir as organizações operárias, e que a vitória de Hitler na Alemanha foi preparada pela política stalinista do Kremlin, ainda que não se deva confundir fascismo com stalinismo. 

O contrário do fascismo não é o socialismo, e sim a democracia liberal, ou seja, o fascismo é a supressão das liberdades burguesas. Para o povo a palavra liberal denota um sujeito franco e generoso. O fascismo é um dispositivo que a burguesia lança mão para erradicar as conquistas da democracia liberal. Isso é o fascismo que medrou na Alemanha e na Itália durante a década de 30. Esses países, reparou Trotsky, eram sequiosos de colônias no Terceiro Mundo; daí o seu expansionismo, ao contrário do imperialismo democrático da Inglaterra e França que tinham colônias. 

A reflexão de Trotsky foi retomada na década de 40 por Ernest Mandel na Bélgica e Jorge Abelardo Ramos na Argentina e, recentemente, por Samir Amin e John Bellamy Foster. Não deslembrar do livro Fascismo ou Socialismo de Theotônio dos Santos na década de 70, quando o continente latino-americano estava sob uma ditadura milico-civil-multinacional. 

A análise de Trotsky foi feita em Prinkipo, Turquia, quando de seu exílio, distante do palco dos acontecimentos na Europa. Para existir fascismo é preciso que haja pequena burguesia enlouquecida. É célebre a frase: nem todo pequeno burguês se transforma em Hitler, mas há um Hitler em todo pequeno burguês enlouquecido. O temor do pequeno burguês em época de crise econômica se traduz no pânico de se ver rebaixado à condição operária ou sub-proletária. 

O fascismo atende aos interesses da burguesia financeira e não aos da pequena burguesia. Não resolve apelar à palavra “autoritarismo”, que foi usada de maneira astuciosa pelos sociólogos petucanos para ocultarem os interesses de classe. A Lava Jato de Harvard colocou Lula no xilindró para ser morto politicamente com o auxílio da TV Globo. O problema é que nessa orquestração surgiu Jair Bolsonaro que não estava nos cálculos e previsões do tucanato. Isso não quer dizer que haja incompatibilidade entre este e aquele. Na verdade em cada tucano há um Bolsonaro latente,  adormecido, enrustido. Surgiu súbito e inesperado, quase como um raio em um céu azul, e está sendo agora um candidato da classe dominante, referendado pela burguesia bandeirante, o latifúndio, os setores financeiros internacionais e os proprietários dos meios de comunicação de massa, sem deixar de mencionar o patriciado jurídico e os altos escalões da igreja. 

O economista de Jair Bolsonaro é Paulo Guedes, um Chicago boy que fez a cabeça genocida no Chile contra Salvador Allende, uma reduplicação intelectualmente piorada do entreguista Roberto Campos.

Recordo-me do cineasta Pier Paolo Pasolini que desde 1942 refletiu sobre o fascismo na Itália de Mussolini, que é a mistura da maldade com estupidez para salvar o capitalismo. Pasolini distinguiu o fascismo psicológico do fascismo histórico. É a opressão dos ricos e a reserva mental da burguesia. Valeu-se da expressão clérico-fascista, a aliança do Estado com a Igreja. 

Haja capitalismo inevitavelmente haverá o germe do fascismo. Da relação contraditória entre democracia liberal e fascismo não se deduza que este será suprimido definitivamente pelos democratas liberais. Somente o socialismo pode eliminar de vez o perigo do fascismo. 

A cor local do fascismo varia conforme sua latitude. Na Itália deu força para o legislativo em detrimento do judiciário, mas em outros contextos pode suceder o contrário, por exemplo, entre nós poderá acontecer uma hipertrofia do judiciário.

Infortúnio histórico seria o PT chegar de novo ao poder e passar a mão na cabeça dos inimigos do povo. O PT fofinho. O PT comovido com a Avenida Faria Lima. O PT que acredita ter superado a contradição entre capitalista e trabalhador assalariado. 

Trotsky comparou o líder fascista ao gangster Al Capone. Tal qual Bolsonaro, Mussolini e Hitler ganharam fama sem terem feito nada de extraordinário. Hitler exibia traços de monomania com sua “ideologia epiléptica”, enquanto Mussolini era uma fanfarronada cínica.

Em seu livro Empirismo Herético Pasolini sublinhou que a sociedade interclassista de massa permite juntar o manager com o proleta. Não se admire que Jair Bolsonaro seja curtido como herói em Wall Street e na Ilha da Maré. Nem chorar nem rir aconselhava Karl Marx citando Baruch Espinoza, mas compreender. A ofensiva reacionária é mundial. Já foi dito que o ocaso do capitalismo vai ser mais doloroso do que foi o seu início. 

O pai do Trump frequentava a Ku Klux Klan. O guri foi mimado vendo linchamento de negros. O seu guru é o Henry Kissinger que bombardeou o Camboja e sabotou o Pró-Álcool de Bautista Vidal. 

Da superestrutura videofinanceira surgiu o caubói Bolsonaro, o Mazzaropi da Barra da Tijuca. Visto pela psicanálise de Wilhelm Reich e da personalidade autoritária estudada por Theodor Adorno, Jair Bolsonaro é um badameco sádico-anal. Sua misoginia coloca em primeiro plano a conjunção do pênis com o ânus e a ojeriza ao órgão sexual feminino. O temor masculino de ser triturado pela vagina dentata, comido pelo útero vampiro, converte-se em programática política: “só para homens”, como dizia Oswald de Andrade.

Releva dizer que Jair Bolsonaro expressa um sentimento que parece estar generalizado na sociedade: o repúdio ao seio da mãe. A raiva contra a mãe reverbera na raiva contra a mulher em geral. Sem dúvida é um escândalo porque a mãe segura a sobrevivência da família pobre, e não apenas dando de mamar. É preciso fazer uma análise do caráter neurótico do homem brasileiro. A recusa do seio da mãe está conectada ao hábito da Coca-Cola, à macdonização do paladar ao adubo cancerígeno da Monsanto. 

Jair Bolsonaro é o protótipo da aberração gástrica de massa. Não estou a fim de psicologizara anomalia da crueldade: o problema não está em Bolsonaro, e sim nas coisas que o geraram. A sociedade brasileira está doente, assolada por um rentismo que corrói o corpo e a alma. Bolsonaro tem apoio da alta burguesia paulista e dos estamentos multinacionais. 

O rentismo está consubstanciado na Bíblia de Edir Macedo, o pastor dólar, o compadre atua afinado com o empresário Medina, o homem do Rock in Rio. Medina é comensal da TV Globo. Inexiste antítese entre Edir Macedo, o proprietário da Record, e a Marinho family. O ultra-imperialismo midiático é a fusão de rentistas na classe dominante.

Quanto mais miséria, mais igrejas. A expansão evangélica corresponde ao caráter rentista e especulativo do capitalismo monopolista. Todo fundador de Igreja, seja qual for, revive o São Paulo gestor, burocrata e empreendedor.

**Este artigo foi escrito antes de Jair Bolsonaro ter sido eleito presidente da República.   

domingo, 15 de maio de 2022

Capitalismo Sujeira Socialismo Limpo


Já está pronto o livro que fala sobre outra energia para o mundo. Memória de Bautista Vidal e Marcelo Guimarães. O capitalismo e sua sujeira. O petróleo e sua sujeira movendo o mundo. Marca do crime, da guerra. Até hoje nunca deu um santo. O socialismo é limpo e não pode ser edificado sobre uma energia fóssil. O socialismo precisa do sol, do vegetal, da biomassa. Este é o tema do comentário de Gilberto  Felisberto Vasconcellos, veiculado no programa Campo de Peixe, da  Rádio Campeche, conduzido pela jornalista Elaine Tavares. (14.05.22)


Novo livro à venda - Capitalismo Sujeira Socialismo Limpo


Já está disponível mais um e-book de Gilberto Felisberto Vasconcellos. É o "Capitalismo Sujeita Socialismo Limpo", que discute a questão da energia no Brasil trazendo para o debate a proposta de Bautista Vidal e Marcelo Guimarães Melo do uso da biomassa. Gilberto aponta que o regime social é o que determina o modo de usar a energia. Isso significa que usar a biomassa no capitalismo não altera o problema social nem o caráter predatório da economia. Por isso a proposta da biomassa precisa vir acompanhada de outro modo de produção: o socialismo. O livro analisa todo o processo de destruição causado pelo uso do petróleo e pelo sistema capitalista e propõe outra matriz energética junto com outro sistema e modo de vida. O livro está na plataforma Hotmart e custa 20 reais. Encomende já o seu.

Compre aqui