segunda-feira, 15 de agosto de 2022

O voto é uma mercadoria


A direita entende o voto como algo que pode ser vendido e comprado. O empobrecido sem comida, sem casa, sem estudo, acabando votando mal. O voto não pode ser abstraído das condições materiais da vida dos trabalhadores. Leiam, leiam, leiam, leiam Gondim da Fonseca. A miséria é nossa. O dinheiro compra o voto. Há que estudar e qual o papel do voto nesse país. É idealismo pensar que, num átimo, os trabalhadores decidem por um voto consciente. Essa é a tragédia das eleições. Este é o tema do comentário de Gilberto Felisberto Vasconcellos, veiculado no programa Campo de Peixe, da Rádio Campeche, conduzido pela jornalista Elaine Tavares. (13.08.22)


quarta-feira, 10 de agosto de 2022

A metodologia anticolonial na abordagem da Petrobrás de Getúlio Vargas a Ernesto Geisel


Sabendo do interesse que tem pelo cotejo histórico entre Getúlio Vargas e Ernesto Geisel, Sylvio Massa indicou-me a leitura do artigo acurado de Pedro Augusto Pinho sobre o caso do Estado Novo. O foco narrativo desse artigo incide no presente vende-pátria, com a acumulação financeira do capital, para o passado da construção nacional tendo referência à Petrobrás, a empresa que está no âmago da história do Brasil desde o suicídio de Getúlio Vargas.

Pedro Augusto Pinho não tem papas na língua ao mostrar o signo financista do entreguismo com FHC, que foi precedido pelo general João Batista Figueiredo, cuja descendência paterna é a anglo constitucionalista de 1932, enquanto Ernesto Geisel origina-se, com todas as suas contradições, da getuliana revolução de 30, que é o marco por se iniciar a descolonização do país, que é o marco por se iniciar a descolonização do país, que é o marco por se iniciar a descolonização do país, que é o marco por se iniciar a descolonização do país, que é o marco por se iniciar a descolonização do país, que é o marco por se iniciar a descolonização do país, que é o marco por se iniciar a descolonização do país, que é o marco por se iniciar a descolonização do país, que é o marco por se iniciar a descolonização do país, que é o marco por se iniciar a descolonização do país, que é o marco por se iniciar a descolonização do país, que é o marco por se iniciar a descolonização do país, que é o marco por se iniciar a descolonização do país, que é o marco por se iniciar a descolonização segundo a historiografia marxista e nacionalista de um Nelson Werneck Sodré.

Destarte, releva dizer que o reflexo de Pedro Augusto Pinho, na defesa do interesse nacional quanto ao petróleo, traz a metodologia anti-imperialista ancorada na existência colonial ou semicolonial. É com ênfase e iracúndia de que se reportar aos "capatazes dos poderes coloniais", os agentes do imperialismo na área da energia que permanece até hoje. A categoria economia colonial refere-se à renda drenada para a do país. O aspecto problemático do texto, ou melhor do que está para a do texto, é o nexo da revolução de 30, a paideia do jovem Ernesto Geisel, e o golpe de 64 que é antirrevolução de 30 e a favor do imperialismo.

O general Geisel, convém dizê-lo, foi entusiasta do 64 feito nos EUA. Trata-se de um paradoxo, ou melhor, de uma contradição que ronda como um espectro o artigo de Pedro Augusto Pinho, pois o golpe de 64 não deixa de ser antigetuliano em sua essência, perseguindo e banindo João Goulart, Leonel Brizola, Darcy Ribeiro e Álvaro Vieira Pinto, entre tantos outros. Haverá, portanto, uma anfibologia semântica e política em Ernesto Geisel: um lado Vargas, e outro lado anti-Vargas. Careço de informações bibliográficas para afirmar, pelas constelações telúricas gaúchas, se o general algum dia teria refletido sobre essa anfibologia em sua personalidade política antes de 1964. Teria essa questão regional discutida entre os irmãos Geisel, todos eles generais antimarxistas?

Desconheço, não sendo Ernesto Geisel leninista, se chegou a proceder a uma rigorosa autocrítica histórica acerca da dualidade entre trenzinho caipira de Villa Lobos e o uísque imperialista do embaixador Lincoln Gordon. Dir-se-ia que a Petrobrás é um rebento tardio da revolução de 30, enquanto que nos preparatórios conspiratórios do golpe de 64, nas conversas de Campos e Bulhões, já se delineava o plano de venda da Petrobrás e de privatizar todas as estatais. A busca do fio da história revela-se implacável na forma de analisar o presente, analisá-lo e ineludivelmente julgá-lo, sem perder de vista quem são os amigos e os inimigos do povo. Lembro Leon Trotsky: não é porque morreu que o inimigo de classe deixa de ser inimigo.

Insiste na impressão que teve ao ler o artigo de Pedro Augusto Pinho: Getúlio e Geisel são os personagens que representam as tendências derrotadas na história, pelo menos até agora, ao passo que os vencedores são os inimigos da Petrobrás, Juarez Távora, Silvio Frota, FHC e Jair Bolsonaro. O "financismo", para citar Pedro Augusto Pinho, aglutina todos os inimigos da Petrobrás que fazem o jogo da "renda imperialista", como dizia Samir Amir, que foi na África getuliano, nacionalista, marxista e terceiromundista.

Na década de 70 Glauber Rocha, o maior representante do cinema terceiromundista, estampou no Correio Braziliense de Brasília a defesa de Geisel pelo prisma descolonizado. Atenção: Glauber Rocha era getuliano, janguista e brizolista. Identificava cinema nacional com Petrobrás, cinemabrás, assim como Gondim da Fonseca, o biógrafo de José Bonifácio, defende a tese de que a realização da reforma agrária dependia da práxis da Petrobrás.

Se a escola política de Geisel foi o petróleo, inclusive por suas incursões progressistas na geopolítica quando presidente da República, tem de convir que a criação da Petrobrás não poderia ser mentalizada pela ditadura de 64. E aqui entra o meu diálogo com o cientista da energia, o engenheiro Bautista Vidal, de quem fui parceiro de um livro clandestino editado por ele mesmo em Brasília, cujo título é uma metáfora haurida de Castro Alves e Heráclito de Éfeso – Petrobrás um Clarão na História. Tendo por paradigma teórico a ciência da termodinâmica, o professor Bautista Vidal considerava a Petrobrás o caminho da totalidade da civilização brasileira, que deveria ser norteada pelo sol dos trópicos, daí a necessária travessia do fóssil para o hidrato de carbono sob o comando de um Estado nacional. Não é agora o momento oportuno para sublinhar que o futuro da Petrobrás estaria, segundo Bautista Vidal, vinculado ao álcool e aos óleos vegetais, a Petrobrás como empresa de energia além do petróleo, e nesse sentido como reparadora do equilíbrio ecológico em escala global.

A destruição da natureza faz parte da lógica da acumulação do capital. Bautista Vidal foi acusado de uma visão fatalista de que o petróleo iria acabar. O cientista afirmou inúmeras vezes que seria ingenuidade acreditar em descobertas tecnológicas para a humanidade livrar-se do fim do petróleo.

Pedro Augusto Pinho menciona o Pró-álcool como um dos feitos extraordinários do governo Geisel, o primeiro e único programa mundial alternativo ao inevitável esgotamento do petróleo. Por isso Bautista Vidal nunca se esquecerá de agradecer o convite de Severo Gomes para participar da equipe de Geisel. Só isso notabilizaria esse governo, por mais truncado e sabotado que tinha sido o Pró-Álcool; contudo, Bautista Vidal dizia para os amigos que Geisel nunca chegou a entender a verdadeira magnitude civilizatória do Pró-Álcool, e que ele, Bautista Vidal, teve a impressão de que Geisel o considerava um cientista megalomaníaco.

Com certeza deve ter chegado aos ouvidos do Presidente que o seu ministro, intelectual audacioso influenciado por Ortega y Gasset e Miguel de Unamuno, estava convencido de que a energia vegetal dos trópicos seria a eterna energia do futuro enquanto não havia sol na terra. Não era absolutamente um cientista megalomaníaco, e sim um cientista descolonizado pelo sol dos trópicos, o sol do novo mundo, assim ele evocava o governo Geisel com admiração, inclusive por ter teado ensejado a compreensão do pacote forâneo como a alienação típica do Cepal que marcou todos os desenvolvimentismos.

No artigo de Pedro Augusto Pinho, tal qual em Bautista Vidal, o mesmo relevo é dado ao ano de 1979, vindo logo a seguir a recolonização de João Batista Figueiredo aos moldes da demanda exigida pelo imperialismo. A voz de Henry Kissinger foi repercutida com o temor de que poderia despontar um novo Japão na América do Sul. Vamos liquidar o Pró-Álcool. Dito e feito. Bautista Vidal nunca mais seria cogitado a dirigir a política energética do país, ainda que parcialmente como na época de Geisel. Debalde várias vezes tentou, mesmo durante a pós-ditadura com os governos Lula e Dilma.

O desmonte predatório antinacional do Pró-Álcool como combinação de energia e tecnologia antecedeu ao fechamento da informática na década de 80. Para mim um crítico balanço sobre Geisel traz o diálogo com Bautista Vidal, antes e depois de ter apresentado seu pessoalmente Leonel Brizola no Instituto Alberto Pasqualini. Sempre surgindo em nossas conversas qual era a pior divisa contra a soberania do país. Eu insistia no golpe de 64, nosso Vietnã segundo Darcy Ribeiro, lembrando que o Geisel (provavelmente Orlando) autorizou em 1961 o voo de Tancredo Neves para abortar a Campanha da Legalidade em Porto Alegre, o último movimento popularmente progressista na história do Brasil. Retrucava Bautista Vidal que em 64, apesar do fatídico golpe de Estado (do qual ele não participou nem apoiou, embora seja amigo de Luís Viana Filho), ainda houve algumas iniciativas nacionalistas com Geisel que retomaram o caráter progressista do líder burguês Getúlio Vargas.

Pensando no para o país e o povo que significa o governicho Jair Bolsonaro conduzido por interesses rentísticos do capital estrangeiro e por estamentos militares entreguistas (não por acaso adversários de Ernesto Geisel), então que dar razão a Bautista Vidal quanto a que se seguiu ao ano de 1979 com o sucessão geiseliana.

Com a privatização internacional da Petrobrás, um desidério dos golpistas primeiro de 64 era vender a Petrobrás e privatizar todas as empresas estatais, pisamos em um chão que não é nosso. Esfacelada nação, dixit Bautista Vidal, intelectual nacionalista, anticolonial e anti-imperialista, mas não marxista. Fosse tentar uma definição sua, diria tratar-se de um positivista iluminista cristão. A oportunidade de exercer seu talento como cientista da energia, de que resultou o Pró-Álcool, foi Geisel quem deu em 1974, o qual vinha fazendo desde 1969 um trabalho profícuo na direção da Petrobrás, conforme reparou Pedro Augusto Pinho, ou seja, uma direção visando o interesse da nação na área do petróleo, ainda que sob a tutela de uma multinacional. É isso o retrato de Geisel em sua ambiguidade política, o que não havia de modo nenhum no nacionalismo nítido de Getúlio Vargas expresso na Carta Testamento.

A verdade é que, não obstante os traços repressivos em comum na perseguição e prisão dos comunistas, o Estado Novo não foi tão atrelado aos interesses econômicos do quanto imperialismo o regime de 64. Assim, visto sob o ângulo da Carta Testamento, Ernesto Geisel é um personagem menor na batalha pela soberania nacional, todavia é um gigante se para analisar a luz do que aconteceu com a ruína da Petrobrás de FHC a Jair Bolsonaro.

segunda-feira, 8 de agosto de 2022

A Petrobras no fio da história

 


Imagem: Shutterstock/iStock/Montagem Felipe Alves

Humilhada e sacaneada desde Getúlio Vargas. A Petrobras. 68 anos de vida. Um sangue que corre na história do Brasil. E que segue vilipendiada, privatizada e usada. A classe dominante (e dominada porque capacho das empresas multinacionais) não quer a autonomia energética do país porque não quer a soberania nacional. Por isso coloca num plano secundário a Petrobras, que é um patrimônio histórico do país. Os inimigos da Petrobras são os inimigos do Brasil. Este é o tema do comentário de Gilberto   Felisberto Vasconcellos, veiculado no programa Campo de Peixe, da Rádio Campeche, conduzido pela jornalista Elaine Tavares. (05.08.22)

domingo, 31 de julho de 2022

Steve Bannon em cana e Jair Bolsonaro dando rolê de motoca


 No banquete de Steve Bannon rolava a hostilidade contra a escola. Dandy plebeu. Literato é sinônimo de marxista. 

Não foi apenas na esfera da comunicação que foi gerada a peste bolsonorose. 

O PT nas primeiras páginas dos jornais e em todos os programas de televisão. Se fosse amontoado a quantidade de dinheiro que o PT teria roubado, seguramente chegaríamos ao céu. 

Ciro Gomes não é incisivo quanto ao imperialismo americano, ao contrário de Leonel Brizola que tinha como mote a denúncia do imperialismo como causa de todos os nossos males. 

A partir de Sarney, Collor, FHC, Lula, Dilma, as Forças Armadas estiveram aparentemente na ribalta. Não se ouvia falar absolutamente nada concernente aos militares. Apenas que eles não estavam satisfeitos com o comando civil. Surpresa que Bolsonaro tivesse emergido com essa retaguarda militar. 

Operação desumanitária no Haiti. Do ponto de vista dos países latino americanos, os militares que foram ao Haiti são anti bolivarianos. São pró Santander e anti Bolívar. São militares alinhados ao pentágono. Não diferem em nada dos militares da linha dura de 64 com reverência a Sílvio Frota. 

Sobressai, na trágica atualidade, a questão da educação do militar de Realengo às Agulhas Negras.

Há um segredo inviolável sobre a formação do militar. Somente Werneck Sodré escancarou isso em Memória de um Soldado. Quem é que educa o militar? 

Por que não temos Alvarado ou Chávez? Só tivemos Abreu e Lima. É mais importante ter um militar na defesa do patrimônio que um Ulysses Guimarães na Constituinte Bacharel. Saudade de um Estillac Leal. 

Quem são os professores do militar? 

Analisar o desejo bolsonaro


Há que investigar o que significa o voto em Jair Bolsonaro. E a necessidade imperiosa de revisar o papel das Forças Armadas nacionais, já que foi uma chapa de militares que chegou ao poder pelo voto. Essa gente foi desejada, e isso não é qualquer coisa. É um fato irrefutável. Significou um aplauso ao golpe de 1964. E essa vitória colocou abaixo o que havia de melhor da cultura brasileira. Temos , portanto, que fazer uma acurada revisão crítica sobre essa proposta autoritária que encantou a população. Este é o tema do comentário de Gilberto  Felisberto Vasconcellos, veiculado no programa Campo de Peixe, da Rádio Campeche, conduzido pela jornalista Elaine Tavares. (30.07.22)

terça-feira, 26 de julho de 2022

Que a euforia não os cegue


Foto: Evaristo SA / AFP

Sentimento jubiloso. O presidente vai rapar fora. Há uma euforia no ar. Mas há que ter cuidado, o agrobusinesspopvideofinanceiro continua na estrutura social e simbólica. A Rede Globo segue insistindo nisso. O pop é o capitalismo planetário e segue contaminando o povo, com veneno que se come e que se vê. O capital não quer nosso bem, ele quer os nossos bens. Essa é a sua essência. Por isso que o ser Bolsonaro não vai desaparecer tão cedo, mesmo que a figura dele se vá. A coisa bolsonara segue. Fiquem atentos. Comentário veiculado no programa Campo de Peixe, da Rádio Campeche, conduzido pela jornalista Elaine Tavares. (22.07.22)


segunda-feira, 18 de julho de 2022

Conversando com Ludovico


Ludovico Silva, escritor, filósofo, teórico, boêmio, nascido em Caracas. Um dos grandes marxistas da Venezuela. Morreu em 1988. Neste episódio Gilberto Felisberto Vasconcellos conversa com ele, a partir de uma carta escrita, e claro, nunca enviada, porque o Giba conheceu o Ludovico bem depois que ele já havia encantado. Mas, esse foi um encontro sonhado. É um momento de melancolia e poesia e política. Comentário veiculado no programa Campo de Peixe, da Rádio Campeche, conduzido pela jornalista Elaine Tavares. (15.07.22) 

Brizola, Schilling, Edmundo Moniz e Werneck Sodré


Imagem retirada do filme “São Paulo, Sociedade Anônima" - Luís Sérgio Person

Em 1945 Leonel Brizola entrou na política em Porto Alegre com a carteira de identidade anticapitalista. Ao contrário de Getúlio Vargas e João Goulart, que se tornaram anti-imperialistas no decurso do tempo e de suas militâncias, Leonel Brizola percebeu que o problema essencial do país era a dependência. 

Paulo Schilling representava Leonel Brizola com seu nacionalismo popular revolucionário. Era anti-imperialista, conforme sublinhou o trotskista Edmundo Moniz, diferente de Mario Pedrosa que, depois de passar pela Quarta Internacional, virou petista. 

O que estava em Leonel Brizola, mostrou Edmundo Moniz, era a formulação segundo a qual não há desenvolvimento (ou melhor, progresso) para o povo sem revolução socialista. E revolução não se faz sem mudar a classe social que está no poder, de modo que a burguesia industrial desenvolvimentista não transava o léxico revolucionário popular brizolista. 

Edmundo Moniz, prefaciado por Nelson Werneck Sodré, filmado por Glauber Rocha, sublinhou a originalidade histórica de cada revolução, e não ficou adstrito à preocupação bizantina se Leonel Brizola leu ou não 18 Brumário de Karl Marx. 


sábado, 9 de julho de 2022

O golpe já foi dado


 Há muita conversa sobre golpe. Vem, não vem, tá vindo. Ele já veio, com o a PEC calamidade. A hipocrisia de todo Congresso Nacional que aprovou o auxílio emergencial. A esmola. Coisa que o capital usa para ludibriar os famintos. Com a PEC foi-se a Constituição e foi-se a seriedade do voto. O Brasil hoje é uma telenovela. Este é o tema do comentário de Gilberto Felisberto Vasconcellos, veiculado no programa Campo de Peixe,  da Rádio Campeche, conduzido pela jornalista Elaine Tavares. (09.07.22)


quinta-feira, 7 de julho de 2022

A civilização suicida com sambarépipop


Brasil, civilização suicida. Eu colaborei neste livro clandestino de Bautista Vidal, publicado em agosto, 2000, financiamento autoral como em outros livros. Amargurado, ele que era um homem solar como Oswald de Andrade, escreveu esse livro pessimista que prenuncia o que está acontecendo com a ofensiva do capital fóssil monopolista e o obscurantismo cultural de Jair Bolsonaro. 

Bautista Vidal alertou que Le Monde Diplomatique é um jornal do colonialismo francês, ironizava que o mundo acadêmico admirava Celso Furtado e FHC.  Uma biografia idônea sobre Bautista Vidal deve começar perguntando por que um dos maiores cientistas da natureza foi marginalizado e posto no ostracismo. 

Argumentava de que historicamente as civilizações não são mortas, elas se autodestroem. 

 Ignoramos o Sol, ignoramos a água, ignoramos a terra. Por isso desprezamos a natureza, fonte de riqueza, por isso vendemos e entregamos os nossos bens. Padre Antônio Vieira: os gringos não querem o nosso bem, eles querem os nossos bens.

Enriquecemos as nações hegemônicas. No final da vida Bautista Vidal aproximou-se de Leonel Brizola que denunciou as perdas internacionais da civilização brasileira.